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Automação deixou de ser papo de TI e virou assunto de sala de reunião executiva. E mais do que isso: virou uma decisão estratégica que define quem vai crescer e quem vai ficar para trás nos próximos anos.

Não é exagero: líderes de diferentes setores estão repensando como o trabalho é feito, e a tecnologia está no centro dessa virada. A Fast Company reuniu 25 executivos do seu Executive Board para entender como eles estão usando inteligência artificial e automação no dia a dia das suas empresas, e o que aparece com mais frequência nas respostas surpreende quem ainda acha que o objetivo é cortar gente.

A lógica é quase sempre a mesma: tirar das mãos das pessoas o que é repetitivo, burocrático e sem valor estratégico, para que elas possam fazer o que realmente importa. De saúde a marketing, de vendas a finanças, os exemplos são práticos, diretos e mostram que essa transformação já está acontecendo, não no futuro, agora. 🚀 O que muda de empresa para empresa é a forma de implementar, o ritmo de adoção e, principalmente, a cultura que está por trás dessa decisão.

O que os executivos realmente disseram sobre automação

Quando a Fast Company foi a fundo nas respostas desses 25 líderes, um padrão ficou claro: ninguém estava falando em substituir equipes inteiras por robôs ou algoritmos. O que eles descreveram foi algo muito mais próximo da realidade do dia a dia corporativo, usar a inteligência artificial para assumir as tarefas que consomem tempo, energia e atenção das equipes sem entregar nenhum resultado estratégico em troca. Relatórios manuais, triagem de e-mails, agendamentos, preenchimento de formulários, geração de primeiras versões de documentos, tudo isso entrou na lista do que pode, e deve, ser automatizado.

O que chama atenção é que esses executivos não estão falando de projetos de longo prazo com implementações complexas. Eles estão falando de mudanças que já aconteceram dentro das suas empresas, com ferramentas que já existem e que estão disponíveis hoje. A adoção de plataformas baseadas em IA para suporte ao cliente, por exemplo, foi citada por líderes de setores completamente diferentes, o que mostra que o movimento não é exclusivo de uma área ou segmento específico.

Outro ponto que apareceu com frequência nas respostas foi a questão da eficiência operacional. Não como um objetivo abstrato, mas como algo mensurável: menos horas gastas em tarefas operacionais, mais tempo disponível para decisões que dependem de julgamento humano, criatividade e relacionamento. Essa troca é o núcleo da proposta que a automação com IA está colocando na mesa para as empresas que decidem abraçar essa mudança de verdade.

Repetitividade é o inimigo silencioso da produtividade

Tem uma coisa que qualquer profissional reconhece quando para pra pensar: uma boa parte do dia é gasta em tarefas que poderiam ser feitas por qualquer pessoa, ou por nenhuma pessoa, com a ferramenta certa. A repetitividade no ambiente de trabalho é um dos maiores drenos de energia e talento que existem, e durante muito tempo foi tratada como algo inevitável, parte do pacote. O que a inteligência artificial fez foi mostrar que isso não precisa ser assim.

Os executivos ouvidos pela Fast Company foram diretos ao apontar que a automação de tarefas repetitivas não só libera tempo, mas também reduz erros. Quando um processo depende de um ser humano repetindo a mesma ação dezenas ou centenas de vezes, a margem de erro cresce. Quando esse processo é automatizado, a consistência aumenta, o tempo de execução cai e o profissional envolvido pode redirecionar sua atenção para onde ela realmente faz diferença. Isso não é teoria, é o que empresas já estão reportando com o uso de ferramentas de automação integradas a sistemas de IA.

Juan Vallarino, da myLaurel, ilustrou bem esse ponto ao explicar que automação cuida da ingestão de dados, agendamentos e faturamento, enquanto a IA ajuda enfermeiros a documentar planos de cuidado 50% mais rápido e fornece coaching em tempo real para o contact center. No setor de saúde, o objetivo não é substituir o julgamento humano, é garantir que os profissionais tenham tempo e informação de qualidade para exercer esse julgamento da melhor forma possível.

O impacto disso na cultura organizacional também é significativo. Profissionais que passam menos tempo presos em tarefas mecânicas tendem a se engajar mais com o trabalho, a trazer mais ideias e a ter uma percepção melhor sobre o próprio papel dentro da empresa. A automação, nesse contexto, deixa de ser uma ameaça e passa a ser um recurso que melhora a experiência de quem trabalha, não só os números no final do mês. Esse reposicionamento é fundamental para que a adoção dessas tecnologias aconteça de forma saudável e sustentável dentro de qualquer organização. 💡

A armadilha do padrão duplo: perfeição para a IA, tolerância para processos humanos

Um dos insights mais provocadores veio de George Pesansky, da MyBlendedLearning.com. Ele apontou algo que muitas empresas fazem sem perceber: exigir perfeição da inteligência artificial enquanto convivem com erros, falhas de segurança e inconsistências nos processos humanos todos os dias. Ele chamou isso de prisão das expectativas, quando a empresa se agarra a processos quebrados porque mudar parece mais arriscado do que manter o que já existe.

A provocação dele é simples e poderosa: a pergunta que deveria guiar a decisão de automatizar não é se a IA é perfeita, mas se ela é melhor do que o que já está sendo feito agora. Quando as equipes conseguem enxergar a automação resolvendo problemas que elas mesmas não conseguiam resolver, a adoção acontece naturalmente, sem necessidade de grandes campanhas internas de convencimento.

Essa mudança de mentalidade é, talvez, um dos maiores obstáculos que as empresas enfrentam quando decidem integrar IA aos seus processos. A resistência raramente vem da tecnologia em si. Ela vem da comparação injusta entre o que se espera da máquina e o que se tolera do processo manual. Ajustar essa régua é o primeiro passo para que a transformação digital saia do discurso e entre no cotidiano de forma real.

Inovação na prática: como diferentes setores estão aplicando IA

A diversidade de setores representada pelos executivos da Fast Company é um dos pontos mais ricos desse levantamento. Não existe um único caminho para a inovação com IA, e os exemplos concretos que surgiram nas respostas provam exatamente isso. Na área de saúde, ferramentas de IA estão sendo usadas para triagem de pacientes, análise de dados clínicos e suporte a diagnósticos, permitindo que profissionais de saúde foquem no atendimento humano e na tomada de decisão clínica com mais informação disponível em menos tempo.

No setor de marketing, a automação com IA entrou pela porta da personalização em escala. Campanhas que antes exigiam horas de segmentação manual agora são configuradas e otimizadas por algoritmos que aprendem com o comportamento do público em tempo real. Equipes de conteúdo estão usando ferramentas de IA para gerar rascunhos iniciais, pesquisar dados e estruturar relatórios, o que não elimina o trabalho criativo, mas acelera o processo e libera os profissionais para o que realmente exige pensamento estratégico e sensibilidade humana.

Sascha Mayer, da Mamava, trouxe um exemplo que foge do óbvio: a equipe de vendas dela começou a usar a plataforma Vidyard, baseada em IA, para criar vídeos personalizados para clientes. O resultado vai muito além de um e-mail automatizado, porque coloca um rosto e um nome reais na comunicação, humanizando o processo de venda de um jeito que a automação tradicional jamais conseguiria. É um caso interessante de como a IA pode ser usada justamente para tornar a interação mais humana, não menos.

Em vendas e finanças, o movimento é parecido: automação de relatórios, previsões baseadas em dados históricos processados por IA, identificação de padrões de comportamento do cliente e alertas automatizados para oportunidades ou riscos. O que une todos esses exemplos é a mesma lógica central: usar a capacidade de processamento e aprendizado da inteligência artificial para fazer mais rápido, com mais precisão, o que antes dependia exclusivamente de horas de trabalho humano concentrado em dados e processos. 📊

Velocidade de inovação e autonomia individual

Sumeet Arora, da Teradata, trouxe um conceito que vale destaque: velocidade de inovação. A ideia é tratar a própria capacidade de inovar como um produto, removendo gargalos de forma sistemática. Na prática, ele organizou engenheiros em pequenos pods que funcionam como startups, trabalhando de trás pra frente a partir de resultados mensuráveis para os clientes. A filosofia é empurrar a informação para quem precisa dela no momento certo, em vez de forçar as pessoas a irem buscar insights por conta própria.

Zander Cook, da Lease End, seguiu uma linha parecida ao falar sobre como a IA elimina o que ele chamou de imposto de comunicação. Tarefas complexas que antes exigiam coordenação entre departamentos agora podem ser realizadas por uma única pessoa com as ferramentas certas. Isso não significa que a colaboração deixou de existir, mas que ela passou a acontecer onde realmente faz diferença, em vez de ser um ritual obrigatório para cada pequena entrega.

Alex Tryon, da Dewey Labs, complementou essa visão com um exemplo bem prático: ele criou uma skill que transforma suas anotações de vendas bagunçadas em um handoff estruturado de 15 perguntas para onboarding. Resultado? Uma hora devolvida por dia para conversar com clientes. A equipe dele se reúne semanalmente para encontrar oportunidades de colocar ferramentas como essa pra funcionar, e o padrão é sempre o mesmo: deixar que as ferramentas cuidem da logística para que as pessoas foquem no julgamento.

O papel da cultura na adoção de automação

Entre os padrões que emergiram das respostas dos executivos, um dos mais importantes não tem nada a ver com tecnologia diretamente: tem a ver com cultura. Empresas que estão avançando mais rápido na adoção de automação e IA são aquelas em que a liderança tratou o assunto com transparência, envolveu as equipes no processo e deixou claro que o objetivo não era reduzir quadros, mas ampliar capacidade. Essa clareza de comunicação faz toda a diferença na receptividade das equipes e na velocidade de implementação.

Christina Robbins, da Digitech Systems, tocou em um ponto sensível que muitos líderes evitam: o medo. O hype em torno de automação e IA deixou muitos trabalhadores preocupados. A recomendação dela é envolver os profissionais na definição das tarefas e processos que serão automatizados. Como a maioria dos empregos será apenas parcialmente substituída pela automação, comprometer-se antecipadamente com o retreinamento dessas pessoas para novas responsabilidades é essencial. Quando os profissionais sabem que são valorizados, eles se mantêm engajados e energizados com as mudanças.

Stephanie Scott-Bradshaw, da First and Last PR, trouxe uma abordagem criativa para lidar com a resistência: a empresa organizou um AI Day, um dia dedicado para a equipe explorar como já usa IA na vida pessoal, como procurar receitas, e descobrir formas de aplicar essas mesmas ferramentas no trabalho. Essa ponte entre o uso pessoal e profissional da tecnologia reduziu a barreira de entrada e transformou o aprendizado em algo leve e acessível. 🎉

Megan Marshall, da AIIR Consulting, resumiu essa filosofia com uma frase que sintetiza bem o pensamento compartilhado por vários dos executivos consultados: desacelere para acelerar. Automação precisa de pensamento cuidadoso. Líderes e suas organizações precisam pensar criticamente sobre o que pode ser automatizado, o que deve ser aumentado pela IA e o que requer julgamento humano. A partir daí, funções e fluxos de trabalho podem ser redesenhados com intenção.

Automação que afia, não que embota

Kathleen Lucente, da Red Fan Communications, trouxe uma perspectiva que equilibra bem o entusiasmo com a cautela. A empresa dela existe para ajudar clientes a se destacar, não a se misturar. Por isso, eles são cuidadosos com automação que leva à mesmice. O valor do trabalho deles está no instinto jornalístico, na capacidade de ajudar clientes a entenderem o que funciona e o que não funciona nas suas mensagens e no seu conteúdo. Isso continua sendo humano.

Onde eles abraçaram a IA foi em auditorias proprietárias de autoridade de marca, uma abordagem que mostra o que clientes em potencial encontram quando buscam uma solução que o cliente oferece. A auditoria revela pontos fortes e lacunas, para que o cliente saiba exatamente onde focar esforços para mudar a dinâmica a seu favor. A automação, nesse caso, existe para afiar a vantagem competitiva, não para diluí-la.

Volen Vulkov, da Enhancv, trouxe uma perspectiva complementar que vale ser destacada: as pessoas não resistem à automação quando ela remove dor. Elas resistem quando ela parece vigilância. A abordagem dele começa com uma pergunta simples para a equipe: qual foi a coisa mais chata que você fez essa semana? E então eles resolvem aquilo. Fluxos de aprovação automáticos, ferramentas de IA que resumem chamadas, sistemas que identificam problemas antes que humanos percebam, tudo partindo de uma necessidade real da equipe.

O que separa quem avança de quem fica pra trás

Outro fator que separa as empresas que avançam das que ficam paradas é a disposição para experimentar. Não existe um roteiro único de como implementar IA e automação, o que existe é a necessidade de testar, aprender com os erros, ajustar e seguir em frente. Os executivos que relataram os melhores resultados foram justamente os que descreveram um processo iterativo, começando pequeno, medindo o impacto e expandindo de forma gradual, sem tentar transformar tudo de uma vez.

Debra Andrews, da Marketri, sistematizou essa abordagem de forma clara: antes de implementar automação, a empresa olha para onde existe fricção nos processos. Depois, avalia se há algo que pode ser simplificado antes mesmo de automatizar. Se a automação for definida sem uma base de eficiência operacional, o processo vai apenas replicar operações ineficientes em velocidade maior. A avaliação dos resultados passa por perguntas concretas: a automação reduziu o tempo de ciclo de uma tarefa específica? Melhorou a qualidade do resultado? Deu tempo e capacidade extra para alguém pensar com mais clareza?

Lexi Sydow, da The ATTN Economy, descreveu uma política que resume bem essa filosofia: toque uma vez. A ideia é simplificar o trabalho com tomadas de decisão rápidas e síntese de ferramentas. Documentos colaborativos, processos com templates, seja para escrita, design ou planilhas, sem necessidade de programação pesada. A equipe automatiza imagens para redes sociais e complementa com versões customizadas a partir de templates, garantindo que a automação não sacrifique originalidade e criatividade. Como ela bem colocou, atenção é conquistada, e a melhor forma de manter relevância é apostar na originalidade, que nem sempre é automatizável.

Por fim, a questão da eficiência sustentável também foi levantada por diversos participantes. Não adianta automatizar processos de forma apressada se o resultado for uma operação que funciona bem no papel, mas que na prática gera retrabalho, confusão ou desconfiança nas equipes. A inovação com IA que realmente entrega resultado é aquela que foi pensada com cuidado, implementada com apoio e acompanhada de perto por quem entende tanto da tecnologia quanto das pessoas que vão conviver com ela no dia a dia. Esse equilíbrio é, no fim das contas, o que define se a transformação vai ser real ou vai ficar só no discurso. 🎯

Os princípios que conectam todas as respostas

Olhando para o conjunto das 25 respostas, alguns princípios aparecem de forma recorrente, quase como um consenso não combinado entre executivos de setores, tamanhos e realidades completamente diferentes. Esses princípios formam uma espécie de guia informal para qualquer organização que esteja considerando avançar na adoção de automação e inteligência artificial.

  • Automatize o que drena: tarefas repetitivas e burocráticas são as primeiras candidatas à automação, e também onde os resultados aparecem mais rápido
  • Envolva as equipes desde o início: transparência na comunicação acelera a adoção e reduz resistência, e profissionais que participam da definição do que será automatizado se sentem valorizados
  • Comece pequeno e meça tudo: projetos menores e bem medidos geram aprendizado real antes da expansão, evitando o risco de replicar ineficiências em escala
  • Não exija perfeição da IA: a pergunta certa não é se a automação é perfeita, mas se ela é melhor do que o processo atual
  • Preserve o julgamento humano: a automação deve afiar a capacidade de decisão das pessoas, nunca substituí-la por completo
  • Cultura primeiro, tecnologia depois: sem uma cultura de inovação e confiança, nenhuma ferramenta vai sustentar uma transformação de longo prazo
  • Respeite o tempo e a energia das pessoas: automação é, no fundo, uma forma de demonstrar que a empresa valoriza o que seus profissionais têm de melhor para oferecer

Como Bhavik Sarkhedi, da Ohh My Brand, resumiu de forma direta: quando algo parece repetitivo, a equipe sinaliza e a pergunta é se um humano realmente precisa fazer aquilo. Se a automação economiza tempo e traz clareza, fica. Se adiciona fricção, é descartada. O resultado é simples: menos follow-ups, responsabilidades mais claras e mais espaço para o trabalho criativo e estratégico que realmente importa.

Kevin Leyes, da LeyesX, fechou com uma frase que poderia servir de lema para todas as 25 respostas: automação está ali para afiar o julgamento, não para substituí-lo. E esse, no fim das contas, parece ser o ponto de convergência entre todos esses líderes, independentemente do setor em que atuam ou do tamanho das suas empresas.

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