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A Volkswagen está entrando em uma nova fase quando o assunto é experiência do usuário dentro dos seus carros.

Com uma geração completamente renovada de cockpit, apresentada logo no comecinho do ano, a montadora alemã está mirando em algo bem específico: conquistar uma nova leva de clientes colocando o usuário no centro de cada decisão de design.

E o primeiro modelo a estrear essa novidade é o ID. Polo, que chega com uma mistura interessante de software moderno e referências retrô que chamam bastante atenção.

Mas quem está por trás de tudo isso é Mathias Kuhn, head de UX/UI design da VW.

Foi ele quem revelou o que chama de molho secreto da abordagem da marca quando o assunto é UX design — e a receita, surpreendentemente, começa com uma coisa simples: ouvir as pessoas.

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Parece óbvio, né?

Mas a forma como a Volkswagen transforma esse feedback em decisões concretas de design é o que torna essa história interessante de acompanhar. 👀

Como o próprio Mathias Kuhn resumiu em entrevista, o UX design sempre começa pelas pessoas. A ideia central é colocar o usuário no centro e escutar com muita atenção o retorno dele durante todo o processo, do início ao fim. Não é uma etapa isolada — é uma filosofia que percorre cada fase do desenvolvimento.

Vale lembrar que essa nova geração de cockpit chega logo depois de a Volkswagen ter lançado sua mais recente linguagem de design, batizada de Pure Positive. Ou seja, tudo isso faz parte de um movimento maior e bem coordenado dentro da marca.

A gente mergulha nos pilares que sustentam essa visão, entende como o novo cockpit do ID. Polo foi pensado e descobre o que essa abordagem significa para o futuro dos carros da marca.

Os valores centrais do UX design da Volkswagen

Mathias Kuhn não chegou com uma fórmula complicada nem com uma apresentação cheia de termos técnicos difíceis de digerir. O que ele trouxe foi algo bem mais direto: uma estrutura de valores centrais que guia cada decisão de UX design dentro da Volkswagen hoje em dia. Esses valores não são conceitos soltos — eles funcionam juntos, de forma integrada, e cada um deles responde a uma necessidade real que os usuários demonstraram ao longo de pesquisas e testes conduzidos pela marca. O interessante é que essa abordagem não parte de uma visão de cima para baixo, onde engenheiros e designers decidem sozinhos o que é bom para o motorista. Ela parte do comportamento real das pessoas, do jeito como elas interagem com os controles, com as telas, com os botões, e de como elas se sentem quando estão dentro do carro.

Familiaridade que acolhe

O primeiro valor é a familiaridade. A ideia aqui é simples: as pessoas não querem aprender um sistema do zero toda vez que entram em um carro novo. Elas querem reconhecer padrões, encontrar o que precisam sem precisar consultar um manual e sentir que o ambiente dentro do veículo já é conhecido de alguma forma. É por isso que o novo cockpit do ID. Polo mistura elementos visuais modernos com referências que remetem a designs clássicos da própria Volkswagen. Não é nostalgia pela nostalgia — é uma estratégia consciente de criar um ponto de conexão emocional com o usuário desde o primeiro contato com o veículo, reduzindo a curva de aprendizado e aumentando a sensação de conforto e confiança.

Consistência que gera confiança

O segundo valor é a consistência. Dentro do universo de UX design, consistência significa que o sistema se comporta da mesma forma em contextos diferentes. Se um botão faz algo em uma tela, ele faz a mesma coisa em outra tela. Se um gesto funciona de um jeito no menu de música, ele funciona do mesmo jeito no menu de navegação. Para a Volkswagen, esse princípio é fundamental porque os carros da marca atendem a perfis muito diferentes de motoristas — desde quem nunca usou uma interface digital avançada até quem vive cercado de tecnologia. A consistência garante que todos esses perfis consigam usar o sistema de forma intuitiva, sem frustrações desnecessárias que tiram a atenção do que realmente importa: dirigir com segurança e conforto.

Uma experiência que evolui

O terceiro valor é a evolução contínua. A Volkswagen entende que lançar um carro não é o fim do processo de design — é o começo de uma nova fase. Com atualizações de software enviadas remotamente, a marca consegue melhorar a experiência do usuário ao longo do tempo, corrigindo problemas, adicionando funcionalidades e respondendo ao feedback real dos motoristas que já estão usando o veículo no dia a dia. Esse modelo, muito parecido com o que a gente já conhece em smartphones e aplicativos, representa uma mudança profunda na forma como a indústria automotiva pensa o ciclo de vida de um produto.

Como o ID. Polo coloca tudo isso em prática

O ID. Polo é, na prática, o primeiro grande teste público dessa filosofia renovada de UX design da Volkswagen. O novo cockpit do modelo apresenta uma tela central que centraliza boa parte das funções do veículo, mas sem abrir mão de controles físicos estratégicos — especialmente aqueles relacionados à segurança e ao conforto imediato, como temperatura e volume. Essa escolha não foi aleatória. Ela veio diretamente de pesquisas com usuários reais, que demonstraram claramente que botões físicos para funções críticas reduzem a distração ao volante e aumentam a sensação de controle. A Volkswagen ouviu esse feedback e tomou uma decisão que vai na contramão da tendência de remover tudo para uma tela enorme — e isso, por si só, já diz muito sobre a maturidade dessa abordagem. 🎯

A parte visual do novo cockpit também merece atenção especial. O design gráfico da interface foi desenvolvido com uma paleta de cores cuidadosamente pensada para diferentes momentos do dia e diferentes condições de iluminação. Durante o dia, as cores tendem a ser mais vivas e contrastantes, facilitando a leitura rápida das informações. À noite, o sistema pode adaptar a luminosidade e os tons para reduzir o cansaço visual do motorista. Esse tipo de detalhe pode parecer pequeno, mas é exatamente o tipo de coisa que faz a diferença na experiência do usuário no longo prazo — é a diferença entre um sistema que parece ter sido feito para você e um sistema que apenas funciona. O ID. Polo claramente foi pensado para fazer parte da primeira categoria, e a interface reflete isso. ✨

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Outro aspecto importante do cockpit do ID. Polo é a forma como ele lida com a personalização. Dentro da lógica de UX design da Volkswagen, cada motorista deve poder adaptar o ambiente digital do carro ao seu próprio estilo de uso, sem que isso se torne uma tarefa complicada. A proposta permite que o usuário configure quais informações aparecem com mais destaque e como prefere visualizar os dados durante a condução. Essa flexibilidade é equilibrada com padrões inteligentes — ou seja, o carro vem configurado de uma forma que já funciona bem para a maioria das pessoas, mas permite ajustes para quem quiser ir além. É um equilíbrio difícil de alcançar, e o fato de a Volkswagen estar perseguindo isso com o ID. Polo mostra o nível de amadurecimento da marca nessa área.

O que isso significa para o futuro da marca

A aposta da Volkswagen no UX design como diferencial competitivo não é uma jogada isolada. Ela faz parte de uma transformação muito maior que a montadora está atravessando, impulsionada pela eletrificação da sua linha de produtos e pela necessidade de se conectar com um perfil de consumidor que cresceu usando smartphones, aplicativos e interfaces digitais sofisticadas. Esse consumidor tem expectativas muito diferentes do comprador tradicional de automóveis — ele espera que o carro seja tão intuitivo quanto o seu telefone, tão atualizável quanto um app e tão personalizado quanto os serviços digitais que ele usa no dia a dia. A Volkswagen está respondendo a essa expectativa de forma estruturada, e o ID. Polo é a prova mais concreta disso até agora.

A intenção da marca, segundo o que Mathias Kuhn tem sinalizado, não é apenas acompanhar as tendências do mercado, mas construir uma experiência do usuário verdadeiramente centrada nas pessoas, sem perder a identidade que a Volkswagen construiu ao longo de décadas. Essa é uma das tensões mais interessantes dentro do processo criativo da marca: como inovar de verdade sem parecer que está abandonando o que sempre a tornou reconhecível. A resposta que a montadora encontrou passa justamente por aquela mistura de referências retrô com tecnologia moderna que o cockpit do ID. Polo representa tão bem. É uma linguagem nova que ainda soa familiar — e isso é muito mais difícil de alcançar do que parece.

No cenário competitivo atual, onde diversas marcas de veículos elétricos estão constantemente elevando o nível das interfaces digitais automotivas, a Volkswagen precisava dar uma resposta consistente. E parece que essa resposta veio com uma clareza de visão bastante evidente nesta nova geração da linha ID. O foco em UX design centrado no usuário, a escuta ativa do feedback real e a disposição para tomar decisões que vão contra a corrente — como manter botões físicos em funções críticas — são sinais de que a montadora alemã entende que a conexão com o consumidor moderno se constrói, cada vez mais, dentro do carro. E, mais especificamente, dentro do cockpit. 🚗💡

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Rafael

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