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Inteligência artificial e automação estão transformando a gestão de viagens corporativas, aponta relatório da Amadeus

A inteligência artificial chegou para mudar o jogo nas viagens corporativas, e não é exagero nenhum dizer isso.

Um novo relatório da Amadeus mostra como empresas de todo o mundo estão repensando a forma de organizar, aprovar e monitorar viagens a trabalho, e a tecnologia está no centro dessa mudança.

Não é que as viagens de negócios perderam o seu propósito. Fechar contratos, fortalecer parcerias, visitar clientes… isso tudo continua sendo essencial. O que mudou, e muito, foram as ferramentas disponíveis para fazer essa gestão acontecer com muito mais inteligência e menos dor de cabeça. 🧠✈️

De reservas automáticas a relatórios gerados em tempo real, a tecnologia está tornando os processos mais rápidos, mais baratos e muito mais fáceis de acompanhar. E se você trabalha com gestão de viagens, compras corporativas ou simplesmente viaja muito a trabalho, esse movimento vai impactar diretamente o seu dia a dia. Veja o que está mudando, por que isso importa agora e para onde tudo isso está caminhando. 👇

O que o relatório da Amadeus revela sobre automação e viagens corporativas

O estudo da Amadeus reuniu perspectivas de gestores de viagens, executivos de compras e profissionais de tecnologia em diversas regiões do mundo, e os resultados são bastante reveladores. A grande maioria das empresas consultadas já utiliza ou planeja adotar algum nível de automação nos seus processos de viagem nos próximos anos. Isso inclui desde a aprovação automática de solicitações dentro da política corporativa até a geração de relatórios de despesas sem intervenção humana. O que antes demandava horas de trabalho manual hoje pode ser resolvido em minutos, com muito mais precisão e rastreabilidade.

Outro ponto que chama atenção no relatório é a percepção sobre custo e controle. As empresas que já implementaram soluções baseadas em inteligência artificial relatam uma redução significativa nos gastos fora da política, ou seja, aquelas compras que o colaborador faz por conta própria sem seguir as diretrizes da empresa. Com sistemas inteligentes monitorando cada reserva em tempo real, fica muito mais fácil identificar desvios antes que eles se tornem um problema financeiro real. Isso representa uma virada de chave importante para os departamentos de compras corporativas, que historicamente tinham dificuldade em auditar esse tipo de gasto de forma ágil e eficiente.

Mas não é só uma questão de cortar custos. O relatório também destaca que a experiência do usuário melhorou consideravelmente nos ambientes onde a tecnologia foi bem implementada. Colaboradores que antes precisavam preencher formulários intermináveis ou esperar dias por uma aprovação agora têm acesso a plataformas intuitivas que entregam opções personalizadas com base no histórico de viagens, preferências pessoais e regras da empresa. Isso reduz o atrito no processo e, de quebra, aumenta a satisfação de quem viaja.

Gastos globais com viagens de negócios seguem em alta

Para entender por que esse tema ganhou tanta relevância agora, vale olhar para os números do mercado. De acordo com a Global Business Travel Association (GBTA), os gastos globais com viagens de negócios devem alcançar 1,57 trilhão de dólares, com um crescimento projetado de 6,6% neste ano e uma recuperação para 8,1% em 2026. As previsões de longo prazo indicam que esse valor pode superar 2 trilhões de dólares até 2029.

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Com cifras desse tamanho em jogo, faz total sentido que as empresas estejam buscando formas mais inteligentes de gerenciar cada centavo investido em deslocamentos profissionais. A combinação de volumes crescentes de viagem com a pressão por eficiência financeira cria o cenário perfeito para que soluções de IA e automação ganhem espaço rapidamente. Não se trata apenas de gastar menos, mas de gastar melhor, garantindo que cada viagem gere retorno real para o negócio.

Como a inteligência artificial está transformando a gestão de viagens na prática

Na prática, a inteligência artificial aplicada à gestão de viagens funciona em várias camadas ao mesmo tempo. Na ponta do colaborador, ela aparece como um assistente virtual que sugere voos, hotéis e locações de carro dentro da política da empresa, considerando preço, conveniência e até preferências pessoais do viajante. Esse tipo de personalização inteligente deixa o processo muito menos burocrático e muito mais parecido com a experiência que as pessoas já têm ao usar aplicativos de viagem no dia a dia, só que com todas as regras corporativas embutidas de forma invisível.

As plataformas impulsionadas por IA conseguem analisar em tempo real variáveis como:

  • Preços dinâmicos de passagens e hospedagem
  • Preferências individuais de cada viajante
  • Performance histórica de fornecedores
  • Conformidade com as políticas internas da empresa

No lado da gestão, a tecnologia entrega dashboards em tempo real com informações sobre onde cada colaborador está, quanto foi gasto, o que está dentro ou fora da política e quais são as tendências de gasto por departamento, projeto ou período. Tudo isso que antes precisava ser consolidado manualmente em planilhas agora é gerado automaticamente, com atualizações constantes e possibilidade de aprofundamento em qualquer nível de detalhe. Para os gestores de eficiência operacional, isso é transformador porque muda completamente a velocidade e a qualidade das decisões que precisam ser tomadas sobre orçamento e planejamento de viagens.

Há também um componente importante de duty of care — o dever de cuidado que as empresas têm com seus colaboradores em trânsito — que a IA trouxe para esse mercado. Plataformas modernas são capazes de monitorar alertas de segurança em destinos específicos, mudanças climáticas severas, greves em aeroportos e outros imprevistos que podem impactar a viagem do colaborador. Quando algo assim acontece, o sistema pode acionar automaticamente um protocolo de notificação e até sugerir alternativas de rota ou acomodação, sem que ninguém precise ficar de plantão monitorando notícias 24 horas por dia. Esse nível de automação inteligente representa um salto enorme em segurança e tranquilidade para empresas que têm times viajando constantemente.

Desafios que ainda travam a adoção em muitas empresas

Apesar dos benefícios evidentes, a adoção dessas tecnologias não é uniforme. O relatório da Amadeus aponta que sistemas legados continuam sendo uma das maiores barreiras para a transformação digital nas viagens corporativas. Muitas empresas ainda dependem de infraestruturas antigas que não conversam bem com as plataformas modernas, e o custo e o risco de substituir esses sistemas fazem com que o processo de migração seja lento e cauteloso.

Outro fator complicador é que os programas de viagens corporativas cruzam com vários departamentos ao mesmo tempo — finanças, recursos humanos, jurídico e segurança, entre outros. Essa interdependência aumenta a complexidade das decisões e faz com que qualquer investimento em nova tecnologia passe por camadas adicionais de aprovação e análise de risco.

A resistência cultural também aparece como um ponto sensível. Nem todos os profissionais se sentem confortáveis em confiar decisões a algoritmos, especialmente quando se trata de algo que afeta diretamente a rotina de trabalho. Superar essa barreira exige não apenas ferramentas boas, mas também comunicação clara sobre os benefícios reais e treinamento adequado para quem vai usar as plataformas no dia a dia. Restrições orçamentárias completam o quadro de desafios, sobretudo em organizações onde o business case para a mudança ainda não está totalmente estruturado.

Experiência do usuário como diferencial competitivo nas plataformas de viagem corporativa

Um dos temas mais discutidos dentro do relatório da Amadeus é a experiência do usuário como fator decisivo na adoção de novas tecnologias de gestão de viagens. Durante anos, as ferramentas corporativas foram desenvolvidas pensando primeiro nas necessidades da empresa e depois nas necessidades do colaborador. O resultado eram sistemas complexos, pouco intuitivos e que as pessoas evitavam usar sempre que podiam, optando por fazer reservas direto nos canais de varejo e depois tentar reembolso. Isso gerava perda de controle, aumento de custo e dor de cabeça para todo mundo envolvido.

Com a chegada de plataformas mais modernas, esse cenário começou a mudar. A lógica hoje é que se a ferramenta for boa o suficiente, o colaborador vai usá-la naturalmente, sem precisar de treinamento extenso ou coerção. E quando isso acontece, a empresa ganha controle total sobre os gastos sem precisar restringir a autonomia de ninguém. É uma equação que funciona para os dois lados, e a inteligência artificial é a peça que torna tudo isso possível porque ela consegue equilibrar as regras corporativas com a flexibilidade que o usuário espera.

As interfaces conversacionais são um bom exemplo dessa evolução. Em vez de navegar por menus e formulários, o colaborador pode simplesmente digitar ou falar o que precisa — algo como preciso de um voo para São Paulo na segunda de manhã e hotel próximo da Faria Lima — e o sistema retorna as melhores opções já filtradas pelas regras da empresa. Recomendações personalizadas e fluxos de aprovação rápidos completam a experiência, tornando o processo muito mais natural.

O impacto na eficiência também é direto. Quando o colaborador encontra uma experiência fluida e fácil de usar, o tempo médio para concluir uma reserva cai drasticamente. Isso tem valor tanto para a pessoa que viaja, que não perde horas do seu dia com burocracia, quanto para a empresa, que reduz o custo indireto de processo. Empresas que investiram em melhorar a experiência do usuário nas plataformas de viagem corporativa viram uma adoção significativamente maior das ferramentas, o que se traduziu diretamente em mais visibilidade dos gastos e mais cumprimento das políticas internas. É o tipo de resultado que justifica o investimento em tecnologia de forma bastante objetiva.

O papel estratégico do gestor de viagens na era da automação

Com as tarefas operacionais sendo absorvidas pela tecnologia, o perfil do gestor de viagens corporativas está passando por uma transformação significativa. O que antes era um cargo voltado quase exclusivamente para questões administrativas — conferir recibos, aprovar solicitações, consolidar relatórios — está se tornando uma posição cada vez mais estratégica dentro das organizações.

O acesso a dados em tempo real e a análises preditivas permite que esses profissionais concentrem seus esforços em atividades de maior impacto, como negociações com fornecedores, otimização do programa de viagens e alinhamento das atividades de deslocamento com os objetivos de negócio mais amplos da empresa. Sistemas integrados que combinam reservas, pagamentos e relatórios em um único ambiente também estão reduzindo a complexidade administrativa e melhorando a visibilidade financeira de ponta a ponta.

Essa mudança de perfil é positiva não apenas para o profissional, mas para a empresa como um todo. Um gestor de viagens que consegue dedicar mais tempo a análises estratégicas e menos tempo a tarefas repetitivas está em posição muito melhor para gerar valor real, identificando oportunidades de economia, melhorando a satisfação dos viajantes e garantindo que o programa de viagens esteja sempre alinhado com as prioridades do negócio.

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Plataformas abertas e governança de dados ganham protagonismo

Os programas de viagens corporativas também estão migrando para plataformas abertas e flexíveis, que permitem às organizações escolher fornecedores preferenciais e integrar as soluções de viagem com os sistemas que já utilizam. Essa abordagem baseada em ecossistemas facilita a adaptação a mudanças regulatórias, flutuações de mercado e novas expectativas dos colaboradores.

Infraestruturas baseadas em nuvem desempenham papel central nessa transição, oferecendo escalabilidade, capacidade de integração e atualizações contínuas sem grandes interrupções operacionais.

Paralelamente, a governança de dados está emergindo como uma preocupação essencial. À medida que a IA se torna mais presente na gestão de viagens corporativas, as empresas precisam garantir total transparência sobre como os dados dos viajantes são coletados, utilizados e protegidos. Frameworks robustos de proteção de dados e padrões claros de privacidade são fundamentais para sustentar a adoção dessas tecnologias e manter a confiança dos colaboradores, especialmente à medida que os sistemas se tornam mais personalizados e automatizados. 🔒

Para onde caminha a automação na gestão de viagens corporativas

O futuro próximo aponta para um nível ainda maior de integração entre sistemas. As plataformas de gestão de viagens estão sendo conectadas a ERPs, ferramentas de RH, sistemas de controle financeiro e até plataformas de comunicação interna. Isso significa que, em breve, uma solicitação de viagem poderá ser iniciada dentro de ferramentas de mensagens corporativas, aprovada automaticamente com base nas regras do ERP e confirmada com emissão de nota fiscal, tudo em um único fluxo sem interrupções. Esse nível de integração ainda está em desenvolvimento na maioria das empresas, mas os casos de uso já existem e os resultados são bastante promissores para quem está na vanguarda desse movimento.

A automação também está avançando para além das reservas. O reembolso de despesas, que historicamente é um dos processos mais lentos e frustrantes para os colaboradores, está sendo completamente redesenhado com o uso de IA. Aplicativos que leem comprovantes fiscais via câmera do celular, identificam a categoria de gasto, vinculam ao projeto correto e submetem para aprovação automaticamente já são realidade em algumas empresas. A tendência é que isso se torne padrão no mercado nos próximos anos, eliminando de vez as pilhas de recibo e as planilhas de prestação de contas preenchidas na última hora.

O que está ficando claro, olhando para o conjunto de tendências que o relatório da Amadeus apresenta, é que a tecnologia não está substituindo o papel humano na gestão de viagens. Ela está liberando as pessoas para focarem no que realmente importa: estratégia, relacionamento, negociação com fornecedores e tomada de decisão de alto nível. As tarefas operacionais e repetitivas estão sendo absorvidas pela inteligência artificial e pela automação, e o resultado é um departamento de viagens corporativas muito mais ágil, mais econômico e com muito mais impacto dentro da organização.

A trajetória de longo prazo indica uma evolução clara em direção a programas de viagens mais automatizados, orientados por dados e profundamente integrados aos demais sistemas corporativos. Para gestores de viagens e compradores corporativos, o foco está deixando de ser apenas o controle de custos e passando a ser a maximização do valor que cada viagem gera para o negócio como um todo. 🚀

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