Compartilhar:

A experiência do usuário virou critério de qualidade dentro de uma das maiores montadoras do mundo — e isso diz muito sobre para onde a indústria automotiva está caminhando.

Durante muito tempo, qualidade no setor automotivo era quase sinônimo de durabilidade, precisão mecânica e confiabilidade técnica. Um carro bom era aquele que não quebrava, que tinha peças bem encaixadas, motores eficientes e índices de falha próximos de zero. Esse era o padrão. Esse era o objetivo. E por décadas, funcionou muito bem — porque o carro em si era basicamente isso: um conjunto de sistemas mecânicos que precisavam operar com perfeição.

Mas esse cenário está mudando — e a Volkswagen está na linha de frente dessa transformação. A montadora não define mais qualidade apenas por construção, confiabilidade e segurança técnica. Segundo a própria empresa, a experiência do usuário, o software e a intuição estão se tornando tão importantes quanto os critérios tradicionais na forma como o cliente julga um veículo.

Andreas Krepp, diretor global de qualidade do Grupo Volkswagen, tem uma visão clara sobre o assunto: qualidade é uma variável, não um ponto fixo. Nas palavras dele, a qualidade evolui, e quem quiser cumprir essa promessa precisa evoluir junto. Essa pode parecer uma afirmação óbvia quando você lê assim, de primeira, mas dentro de uma indústria que levou décadas construindo processos rígidos e critérios técnicos altamente específicos para medir excelência, é uma mudança de mentalidade bastante significativa.

Um carro pode funcionar exatamente como foi projetado e, mesmo assim, parecer quebrado para quem está usando. Essa distinção está no coração da nova definição de qualidade da Volkswagen.

Um guia prático para avaliar, comparar e implementar inteligência artificial com clareza — sem desperdício de tempo ou dinheiro.

Pare de contratar ferramentas sem direção. Criamos um método estruturado para decidir qual IA realmente faz sentido para o seu negócio.

Entrega em PDF no seu e-mail · Sem spam · LGPD

🔒 Seus dados são protegidos conforme a LGPD. Você pode descadastrar a qualquer momento.

A Frase Americana que Mudou a Perspectiva da Volkswagen

Foi nos Estados Unidos que Krepp encontrou uma frase simples, mas poderosa, que resume bem essa nova perspectiva — e que passou a influenciar diretamente a forma como a Volkswagen pensa seus produtos hoje. A ideia é a seguinte: se não é fácil, está quebrado. 🤔

A mensagem é menos superficial do que parece. Se um cliente não consegue entender uma função, ou precisa se esforçar demais para usá-la, isso pode se transformar em um problema de qualidade — mesmo quando o sistema por trás está tecnicamente operando exatamente como deveria. O conceito pode parecer básico à primeira vista, mas carrega um peso enorme para uma indústria acostumada a medir excelência em torques, tolerâncias e taxas de falha técnica.

É por isso que a experiência do usuário e a interface do usuário estão se aproximando cada vez mais do centro do pensamento de qualidade da Volkswagen. Afinal, de que adianta um sistema funcionar perfeitamente do ponto de vista técnico se o motorista não consegue usá-lo sem dificuldade? É exatamente essa pergunta que está redefinindo o que significa fazer um carro de qualidade nos dias de hoje.

Krepp enxerga a qualidade como uma hierarquia. A segurança forma a base de tudo, enquanto a experiência do usuário, a interface e recursos adicionais de conforto ficam em camadas superiores. E há um detalhe interessante nessa lógica: quanto mais distante uma função está das áreas críticas de segurança, mais espaço existe para continuar desenvolvendo e aprimorando essa função depois do lançamento do veículo. Isso reflete diretamente a realidade do carro conectado, que recebe atualizações ao longo do tempo, assim como um smartphone.

Quando o Carro Vira um Produto Digital Também

O carro moderno não é mais só um conjunto de peças mecânicas. Ele é, cada vez mais, uma plataforma digital sobre rodas. As centrais multimídia evoluíram de simples rádios para sistemas complexos com conexão à internet, atualizações remotas, assistentes de voz, integração com smartphones e uma quantidade crescente de funções acessadas por meio de telas sensíveis ao toque. O volante, os botões físicos e os mostradores analógicos foram cedendo espaço para interfaces gráficas, menus aninhados e configurações que exigem mais de um toque para serem acessadas. E foi exatamente aí que surgiu um problema que o setor não estava muito acostumado a lidar: a usabilidade.

A Volkswagen sentiu isso na pele. Modelos da marca receberam críticas duras de consumidores e da imprensa especializada justamente por conta das interfaces digitais. Controles de temperatura que antes eram botões físicos viraram deslizadores na tela. Funções simples passaram a exigir múltiplos passos para serem executadas. O resultado foi um ruído enorme em relação à experiência do usuário, mesmo em um carro que, do ponto de vista técnico e mecânico, continuava sendo muito bem construído. Boa parte das reclamações não tinha nada a ver com falha mecânica — tinha a ver com frustração no uso diário.

E essa é justamente a virada de chave que Andreas Krepp representa dentro da empresa. Reconhecer que a percepção de qualidade do consumidor moderno não está mais limitada ao que acontece debaixo do capô. Ela inclui o que acontece na tela, no menu, na interação entre o motorista e o veículo a cada viagem. Se a interface do usuário é confusa, lenta ou pouco intuitiva, o cliente vai perceber isso como um defeito — mesmo que nenhum componente esteja tecnicamente com problema. Esse entendimento está no centro da nova abordagem da montadora.

Qualidade que o Usuário Sente, Não Só que os Testes Medem

Um dos pontos mais interessantes dessa mudança de visão é entender que qualidade, na perspectiva da experiência do usuário, é algo subjetivo — mas que pode e deve ser medido. Não da mesma forma que se mede a resistência de um material ou a precisão de um componente mecânico, mas por meio de dados de comportamento real, pesquisas de satisfação, testes de usabilidade e análise de como as pessoas de fato interagem com os sistemas do veículo no dia a dia. Esse tipo de dado revela coisas que os testes de bancada jamais revelariam, porque coloca o produto na mão de quem vai usá-lo de verdade, em condições reais.

A usabilidade como critério de qualidade implica perguntar, por exemplo: quanto tempo o motorista leva para ajustar o ar-condicionado sem tirar os olhos da estrada? Ele consegue fazer isso com luvas? A hierarquia de menus faz sentido para alguém que nunca leu o manual? Essas perguntas parecem simples, mas as respostas têm impacto direto na segurança, na satisfação e na percepção de valor do produto. Um carro em que o motorista precisa desviar o olhar por mais de dois segundos para executar uma tarefa simples não é só frustrante — é potencialmente perigoso. E isso é, definitivamente, um problema de qualidade.

A Volkswagen, ao incorporar a experiência do usuário como métrica de qualidade, está alinhando sua visão com o que empresas de tecnologia já praticam há décadas. No universo de software e dispositivos digitais, nenhum produto é considerado pronto sem passar por testes rigorosos de usabilidade. A diferença é que, no setor automotivo, essa cultura ainda está sendo construída — e montadoras que se moverem mais rápido nessa direção tendem a sair na frente na percepção dos consumidores. Não por acaso, o movimento da Volkswagen nesse sentido está sendo observado de perto por toda a indústria. 🚗

Interface do Usuário Como Diferencial Competitivo

A interface do usuário deixou de ser um detalhe estético para se tornar um dos principais fatores de decisão de compra — especialmente entre consumidores mais jovens, que cresceram com smartphones e esperam que qualquer tela responda com a mesma fluidez e lógica que estão acostumados. Quando um sistema embarcado de um veículo é lento, apresenta menus confusos ou exige múltiplos passos para executar ações simples, esse consumidor sente uma dissonância imediata. Ele compara, involuntariamente, com tudo o que já usou antes — e o carro sai perdendo nessa comparação. Isso afeta diretamente a percepção de qualidade do produto como um todo, mesmo que o motor seja impecável.

Receba o melhor conteúdo de inovação em seu e-mail

Todas as notícias, dicas, tendências e recursos que você procura entregues na sua caixa de entrada.

Ao assinar a newsletter, você concorda em receber comunicações da Método Viral. A gente se compromete a sempre proteger e respeitar sua privacidade.

Dentro desse contexto, a abordagem que a Volkswagen está adotando vai além de contratar designers de interface ou melhorar o visual das telas. Envolve repensar o processo de desenvolvimento do produto desde o início, colocando o usuário no centro das decisões — o que, em termos técnicos, é exatamente o que se chama de user-centered design. Isso significa que as decisões sobre quais funções entram no sistema, como elas são organizadas, quantos toques são necessários para acessá-las e como o feedback visual e sonoro é apresentado precisam ser guiadas por dados reais de uso, não apenas por preferências de engenharia ou restrições técnicas.

Outro aspecto relevante é a consistência da interface do usuário ao longo de diferentes modelos e versões. Quando um motorista troca de carro dentro da mesma marca e encontra uma lógica completamente diferente de navegação, isso gera confusão e frustra a experiência. Criar uma linguagem visual e interativa coerente entre os modelos é também uma forma de construir qualidade — porque comunica cuidado, atenção ao detalhe e respeito pelo tempo do usuário. Esse é um dos desafios que a montadora está enfrentando enquanto moderniza sua linha de veículos, e a forma como ela resolve esse quebra-cabeça vai dizer muito sobre o nível de maturidade da empresa em relação ao design de experiência. ✨

Por que essa mudança importa para o futuro dos carros

Vale lembrar que a lógica de hierarquia defendida por Krepp abre uma possibilidade fascinante. Como a segurança está na base e as funções de experiência ficam em camadas superiores, muitas dessas funções podem continuar sendo melhoradas mesmo depois que o carro já saiu da fábrica. Atualizações de software podem corrigir menus confusos, acelerar respostas de tela e adicionar novos recursos ao longo do tempo. Isso transforma o carro em um produto vivo, que evolui na garagem do cliente — algo impensável na lógica automotiva de décadas atrás.

No fim das contas, o que a Volkswagen está sinalizando é que qualidade no século XXI precisa ser sentida, não apenas certificada. Um produto pode passar em todos os testes técnicos e ainda assim deixar o usuário insatisfeito — e isso, cada vez mais, conta como falha. A experiência do usuário não é um complemento ao produto: ela é parte do produto. E as montadoras que entenderem isso mais cedo vão estar muito mais preparadas para competir em um mercado onde a tecnologia embarcada, a conectividade e a inteligência dos sistemas são tão importantes quanto a potência do motor. 💡

Foto de Rafael

Rafael

Operações

Transformo processos internos em máquinas de entrega — garantindo que cada cliente da Método Viral receba atendimento premium e resultados reais.

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato em até 24 horas.

Publicações relacionadas

Google AI: anúncios de Março em tecnologia e inteligência artificial

Google AI em Março: um resumo honesto sobre o que foi (e o que não foi) anunciado, e por que

IA e ROI: adoção de soluções na empresa sem hype

IA com foco em resultados: como empresas estão exigindo ROI real, reduzindo custos, aumentando produtividade e melhorando atendimento com soluções

Inteligência Artificial OpenAI: Modelos Multimodais, Automatização e Dados Unificados

Atualização semanal sobre Inteligência Artificial: notícias, agentes autônomos, modelos abertos, plataformas e impacto em marketing e produto.

Receba o melhor conteúdo de inovação em seu e-mail

Todas as notícias, dicas, tendências e recursos que você procura entregues na sua caixa de entrada.

Ao assinar a newsletter, você concorda em receber comunicações da Método Viral. A gente se compromete a sempre proteger e respeitar sua privacidade.

Rafael

Online

Atendimento

Calculadora Preço de Sites

Descubra quanto custa o site ideal para o seu negócio

Páginas do Site

Quantas páginas você precisa?

Arraste para selecionar de 1 a 20 páginas

Em apenas 2 minutos, descubra automaticamente quanto custa um site sob medida para o seu negócio

Mais de 0+ empresas já calcularam seu orçamento

Fale com um consultor

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato.