07/09/2026 8 minutos de leituraPor Rafael

Compartilhar:

A Volkswagen acabou de levantar o véu sobre algo que muita gente na indústria automotiva queria entender melhor: como a marca pensa, projeta e entrega a experiência do usuário dentro dos seus veículos.

E o momento não poderia ser mais estratégico.

Com uma geração completamente nova de cockpit fazendo sua estreia no ID. Polo, a montadora alemã deixa claro que quer muito mais do que motoristas satisfeitos — ela quer conquistar uma nova leva de clientes apostando em algo que vai além do design bonito.

A voz por trás dessa visão é Mathias Kuhn, head de UX/UI design da Volkswagen.

Foi ele quem abriu o jogo sobre os três valores centrais que guiam toda a abordagem da empresa quando o assunto é UX design — e, acredite, tem muita coisa interessante por trás dessa filosofia.

A proposta da VW é simples de entender, mas desafiadora de executar: colocar as pessoas no centro de cada decisão de design, ouvir o feedback real dos usuários durante todo o processo e traduzir isso em escolhas práticas que fazem diferença no dia a dia.

Um guia prático para avaliar, comparar e implementar inteligência artificial com clareza — sem desperdício de tempo ou dinheiro.

Pare de contratar ferramentas sem direção. Criamos um método estruturado para decidir qual IA realmente faz sentido para o seu negócio.

Entrega em PDF no seu e-mail · Sem spam · LGPD

🔒 Seus dados são protegidos conforme a LGPD. Você pode descadastrar a qualquer momento.

Mas como uma marca com décadas de história pretende inovar sem perder sua essência? É exatamente isso que vamos explorar aqui. 🚗✨

Os três pilares que movem o UX design da Volkswagen

Quando Mathias Kuhn fala sobre a filosofia de UX design da Volkswagen, ele não usa linguagem complicada nem termos que só fazem sentido dentro de uma sala de reunião. A ideia central é bem direta: o design sempre começa pelas pessoas. Como o próprio Kuhn resumiu para a CDN, a empresa coloca o usuário no centro e escuta com atenção o feedback dele durante todo o processo. Isso pode parecer óbvio, mas na prática é um dos maiores desafios que qualquer time de produto enfrenta — especialmente dentro de uma montadora com operações globais, onde cada decisão impacta muitos usuários em mercados diferentes ao redor do mundo.

O primeiro pilar é o chamado design centrado no humano. Aqui, a VW parte do princípio de que o motorista não precisa aprender a usar o carro — o carro é que precisa se adaptar ao motorista. Isso muda completamente o ponto de partida do processo criativo. Em vez de construir algo tecnicamente impressionante e depois tentar encaixar o usuário naquele sistema, a equipe começa pela jornada real de quem vai sentar atrás do volante. Quais são as dúvidas mais comuns? Onde as pessoas erram? O que elas esperam encontrar quando tocam em uma tela ou giram um botão? Essas perguntas guiam cada etapa do desenvolvimento do novo cockpit.

O segundo pilar é a escuta ativa e contínua. A Volkswagen não espera o produto ficar pronto para ouvir o que os usuários pensam. O feedback entra no processo desde os estágios mais iniciais, com pesquisas, testes de usabilidade e até análises de como as pessoas interagem com os modelos que já estão nas ruas. Isso cria um ciclo virtuoso: quanto mais a empresa aprende com os usuários reais, mais refinado fica o próximo projeto. E no caso do ID. Polo, esse cuidado ficou ainda mais evidente, justamente porque o novo cockpit representa uma virada de chave na forma como a VW entende a cabine do motorista.

O terceiro pilar é a praticidade acima de tudo. Uma funcionalidade bonita que ninguém consegue usar na primeira tentativa não serve para muita coisa. A inovação precisa ser acessível, e isso significa que cada elemento visual, cada interação e cada resposta do sistema precisa fazer sentido intuitivo — mesmo para quem nunca teve contato com aquele modelo antes. A ideia é que a curva de aprendizado seja praticamente inexistente para o usuário final.

O novo cockpit do ID. Polo e o que ele representa

O ID. Polo chegou carregado de expectativas, e o novo cockpit é, sem dúvida, um dos elementos mais comentados entre os entusiastas de tecnologia automotiva. A geração inédita de cockpit estreou justamente nesse modelo e combina uma mistura interessante de software moderno com toques retrô que remetem à história da marca. A proposta visual já chama atenção à primeira vista, mas o que realmente importa não é o que você vê — é o que você sente quando começa a interagir com aquele ambiente. E é aí que o trabalho de UX design da Volkswagen fica mais evidente e mais sofisticado do que parece.

A arquitetura de informação do novo cockpit foi completamente repensada. Isso quer dizer que a hierarquia entre as funções foi redesenhada com base em dados reais de uso — quais são as coisas que o motorista acessa com mais frequência? O que ele precisa encontrar em poucos segundos enquanto dirige? O que pode ficar em um submenu sem causar frustração? Essas decisões, que parecem pequenas, são na verdade o coração de uma boa experiência do usuário. E a VW investiu em pesquisa para acertar essas respostas antes de fixar qualquer elemento no painel.

Vale lembrar que essa novidade chega logo depois de a Volkswagen apresentar sua mais recente linguagem de design, batizada de Pure Positive. Essa nova direção estética conversa diretamente com o trabalho de UX, já que a forma e a função caminham juntas em um projeto bem pensado. O casamento entre a identidade visual da marca e a maneira como o usuário interage com o veículo é o que dá coerência à experiência final.

Outro ponto que merece destaque é a integração entre o mundo digital e o mundo físico dentro do cockpit. A Volkswagen combina elementos de software modernos com referências mais clássicas — e isso foi uma escolha deliberada. Em situações de direção real, especialmente em condições adversas como chuva ou sol forte, muitos motoristas ainda preferem ter alguns controles mais familiares à mão. Essa é a inovação inteligente em ação: saber o momento certo de usar tecnologia e o momento certo de manter o que já funciona. O resultado é um ambiente que parece futurista sem nunca parecer distante ou complicado demais. 🎯

Inovação com raízes: como a VW equilibra tradição e modernidade

Um dos aspectos mais fascinantes de toda essa história é entender como a Volkswagen consegue ser uma das marcas mais tradicionais do mundo e, ao mesmo tempo, se posicionar como referência em inovação dentro do segmento de UX design automotivo. Essa não é uma tarefa simples. Marcas com décadas de história carregam um peso enorme de expectativas — os clientes mais antigos esperam familiaridade, enquanto os novos consumidores exigem modernidade. Equilibrar esses dois mundos é, em si, um exercício sofisticado de design estratégico.

A solução encontrada pela VW passa diretamente pela linguagem visual e pela consistência da experiência do usuário ao longo do tempo. Mesmo com um cockpit completamente novo, há elementos de continuidade que funcionam como fios condutores entre os modelos mais antigos e os mais recentes. Os toques retrô presentes no ID. Polo são um bom exemplo disso: eles trazem uma sensação de familiaridade que ajuda o motorista a se sentir em casa, mesmo diante de tanta tecnologia nova. Essa coerência não é acidente; é resultado direto de uma metodologia de UX design muito bem estruturada.

Receba o melhor conteúdo de inovação em seu e-mail

Todas as notícias, dicas, tendências e recursos que você procura entregues na sua caixa de entrada.

Ao assinar a newsletter, você concorda em receber comunicações da Método Viral. A gente se compromete a sempre proteger e respeitar sua privacidade.

Kuhn também reforça que tudo começa com as pessoas, e essa mentalidade se traduz em detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Às vezes, a maior melhoria na experiência do usuário vem de um ajuste sutil — uma animação um pouco mais rápida, um ícone maior para ser mais fácil de tocar enquanto o carro está em movimento, ou uma cor que tornou a leitura mais clara em dias ensolarados. Esses detalhes, invisíveis para quem não conhece o processo, são exatamente o tipo de coisa que separa um produto bom de um produto excelente. E é nesse território de micro-decisões que a VW tem investido cada vez mais energia e talento. ⚡

O que essa abordagem significa para o futuro da mobilidade

O movimento da Volkswagen em tornar o UX design uma prioridade estratégica não é isolado — ele faz parte de uma transformação muito maior que está acontecendo em toda a indústria automotiva. Com os carros elétricos e conectados ganhando cada vez mais espaço, a cabine do motorista virou um campo de disputa tecnológica. As montadoras que entenderem mais cedo que o diferencial competitivo está na experiência do usuário — e não apenas na potência do motor ou no tamanho da bateria — vão sair na frente de um mercado que está mudando mais rápido do que qualquer previsão conseguia antecipar.

A VW parece ter entendido isso muito bem. Ao colocar um especialista como Mathias Kuhn na liderança do processo de UX design e ao construir uma filosofia clara e comunicável em torno de três valores centrais, a marca sinaliza que essa não é uma mudança cosmética — é uma mudança estrutural na forma como ela pensa o produto. O novo cockpit do ID. Polo, alinhado à linguagem Pure Positive, é apenas o começo visível de algo que promete se expandir pela linha de veículos nos próximos anos.

Para quem acompanha o universo de tecnologia e design, esse é o tipo de movimento que vale muito a pena observar de perto. A Volkswagen está, na prática, desenhando o futuro da interação entre humanos e máquinas dentro de um dos contextos mais complexos e críticos que existem: o ambiente de condução. E fazer isso com inteligência, empatia e foco real no usuário final é, sem dúvida, um dos desafios mais interessantes que o UX design contemporâneo tem enfrentado. 🚀

Foto de Rafael

Rafael

Operações

Transformo processos internos em máquinas de entrega — garantindo que cada cliente da Método Viral receba atendimento premium e resultados reais.

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato em até 24 horas.

Publicações relacionadas

Vigilância com IA: contrato entre Anthropic e Pentágono desmorona

Como o acordo Anthropic-Pentágono desmoronou e a OpenAI fechou parceria relâmpago com o Pentágono, gerando polêmica e debate sobre IA

UX/UI no seu título profissional está destruindo sua identidade no design e na tecnologia

Identidade profissional no design: por que o título UX/UI dilui expertise e como recuperar clareza para influenciar decisões com IA.

Receba o melhor conteúdo de inovação em seu e-mail

Todas as notícias, dicas, tendências e recursos que você procura entregues na sua caixa de entrada.

Ao assinar a newsletter, você concorda em receber comunicações da Método Viral. A gente se compromete a sempre proteger e respeitar sua privacidade.

Rafael

Online

Atendimento

Calculadora Preço de Sites

Descubra quanto custa o site ideal para o seu negócio

Páginas do Site

Quantas páginas você precisa?

Arraste para selecionar de 1 a 20 páginas

Em apenas 2 minutos, descubra automaticamente quanto custa um site sob medida para o seu negócio

Mais de 0+ empresas já calcularam seu orçamento

Fale com um consultor

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato.