Compartilhar:

Como a IA está transformando o trabalho de UX Designers

A relação entre Inteligência Artificial e UX Design deixou de ser uma promessa distante e se tornou uma realidade concreta dentro de empresas de todos os portes. Ferramentas baseadas em IA já ajudam designers a criar protótipos mais rápidos, testar hipóteses com dados reais e personalizar experiências de forma que seria impossível manualmente. O que muda de verdade é a velocidade com que decisões de design podem ser tomadas, já que algoritmos de machine learning conseguem analisar padrões de comportamento de milhares de usuários em segundos e traduzir essas informações em insights práticos para quem está projetando interfaces. Essa evolução não substitui o olhar humano, mas amplifica a capacidade de quem trabalha com experiência do usuário, permitindo que profissionais foquem em decisões estratégicas enquanto a tecnologia cuida de tarefas repetitivas e análises de grande volume.

Para entender como essa transformação acontece na prática, vale conhecer a trajetória de Faustina Koduah, estudante sênior da Virginia Commonwealth University (VCU), uma americana de origem ganesa e primeira geração de sua família a cursar uma universidade. Faustina viveu essa convergência entre design e tecnologia durante um estágio de verão na CoStar Group, empresa Fortune 500 especializada em informações imobiliárias, análises de mercado e marketplaces online 🚀. Durante o programa, ela não ficou apenas observando. Atuou diretamente com ferramentas de design como o Figma, colaborou com equipes multidisciplinares compostas por engenheiros de software, gerentes de produto e designers seniores, e participou ativamente de projetos que integravam recursos de Inteligência Artificial a um aplicativo interno chamado Scout, utilizado por funcionários que coletam dados sobre imóveis comerciais nos Estados Unidos, Canadá, França, Espanha e Reino Unido. Essa experiência prática é um exemplo claro de como o mercado está buscando profissionais que consigam transitar entre criatividade, tecnologia e pensamento centrado no usuário.

O caso de Faustina também evidencia algo importante sobre o momento atual do mercado de tecnologia. Empresas grandes não estão mais separando times de IA e times de UX Design em silos isolados. Pelo contrário, a tendência é integrar essas disciplinas desde as fases iniciais de qualquer projeto digital. Quando um designer entende como um modelo de linguagem funciona ou como um sistema de recomendação toma decisões, ele consegue projetar interfaces mais transparentes, mais úteis e mais alinhadas com as expectativas reais dos usuários. E é exatamente esse tipo de profissional híbrido que programas de estágio em empresas como a CoStar Group estão formando.

Da inspiração familiar ao estágio em uma Fortune 500

A história de Faustina Koduah na VCU começa com um conselho do irmão mais velho, Isaac, também ex-aluno da universidade. Foi ele quem a incentivou a estudar Sistemas de Informação na School of Business da VCU, e Faustina reconhece que a orientação foi certeira. Segundo ela, trata-se de um campo versátil que abre portas para diversas carreiras, mas foi especificamente em UX e design de produto que ela encontrou sua verdadeira paixão.

Essa descoberta ganhou contornos mais definidos após uma viagem a San Francisco com a organização Management Leadership for Tomorrow (MLT), uma entidade sem fins lucrativos que conecta estudantes universitários e recém-formados de minorias com empregadores do setor de tecnologia. Durante o evento, uma conversa com um representante da Adobe fez Faustina visualizar com clareza um futuro profissional em design. A partir daí, ela não apenas se dedicou à graduação em Sistemas de Informação, mas também adicionou uma especialização em efeitos visuais na School of the Arts da VCU, combinando habilidades técnicas de negócios com expertise criativa em motion graphics.

Na universidade, Faustina também se envolveu com programas de orientação e transição para novos alunos e atuou como embaixadora estudantil da Adobe, o que ampliou significativamente sua rede de contatos profissionais. Aliás, um dos conselhos mais valiosos que ela compartilha com outros estudantes é justamente sobre a importância de construir relacionamentos com profissionais do mercado antes de precisar deles. Essa mentalidade proativa foi fundamental para que ela conseguisse o estágio na CoStar Group, com apoio financeiro do Internship Funding Program da VCU, que ajuda a cobrir custos associados a estágios de verão.

Um guia prático para avaliar, comparar e implementar inteligência artificial com clareza — sem desperdício de tempo ou dinheiro.

Pare de contratar ferramentas sem direção. Criamos um método estruturado para decidir qual IA realmente faz sentido para o seu negócio.

Entrega em PDF no seu e-mail · Sem spam · LGPD

🔒 Seus dados são protegidos conforme a LGPD. Você pode descadastrar a qualquer momento.

O papel da VCU na formação de designers preparados para o futuro

A VCU tem se destacado como uma das universidades americanas que mais investem na interseção entre design e tecnologia emergente. O programa de formação da instituição não se limita a ensinar ferramentas ou metodologias tradicionais. Ele incentiva os estudantes a explorar como novas tecnologias, incluindo Inteligência Artificial, podem ser incorporadas ao processo criativo de forma ética e eficiente. A própria conexão da universidade com a CoStar Group reforça esse compromisso. O CoStar Center for Arts and Innovation, atualmente em construção na interseção das ruas Broad e Belvidere em Richmond, é um projeto que vai unir artes e outras disciplinas para explorar soluções nos campos digital, criativo e econômico. Esse tipo de investimento mostra que a universidade está posicionando seus alunos na vanguarda do mercado.

Faustina Koduah é um reflexo direto dessa abordagem. Antes mesmo de iniciar seu estágio, ela já tinha contato com conceitos de design centrado no usuário, pesquisa qualitativa e quantitativa, prototipagem rápida e testes de usabilidade. Essa base sólida permitiu que ela chegasse à CoStar Group pronta para contribuir de verdade, e não apenas para cumprir tarefas operacionais sem contexto estratégico.

Durante o estágio, Faustina relatou que um dos maiores aprendizados foi entender como decisões de design impactam diretamente a adoção de funcionalidades de IA pelos usuários finais. Não basta criar um recurso tecnicamente sofisticado se a interface não comunica de forma clara o que aquele recurso faz, como ele funciona e por que o usuário deveria confiar nele. Esse é um desafio enorme que profissionais de UX enfrentam quando trabalham com produtos baseados em Inteligência Artificial, porque existe uma camada adicional de complexidade envolvida. O usuário precisa entender, mesmo que de forma simplificada, o que está acontecendo nos bastidores para se sentir confortável usando a ferramenta. E traduzir essa complexidade técnica em uma experiência simples e intuitiva é justamente o trabalho de um bom designer de experiência do usuário.

Outro ponto relevante da formação oferecida pela VCU é o incentivo à colaboração multidisciplinar. Faustina mencionou que, durante o estágio, participou de sessões de design critique com profissionais de diferentes áreas, algo que ela já praticava na universidade. Essa dinâmica prepara os estudantes para a realidade do mercado, onde um designer raramente trabalha sozinho. Ele precisa dialogar com engenheiros de software, cientistas de dados, gerentes de produto e stakeholders de negócio para garantir que as soluções propostas sejam viáveis tecnicamente, desejáveis para o usuário e sustentáveis para a empresa. A VCU entende que formar um designer completo vai muito além de ensinar a usar Figma ou Sketch, e essa visão holística é o que diferencia seus graduados no mercado de trabalho 💡.

O que Faustina fez na prática dentro da CoStar Group

O estágio de Faustina na CoStar Group não foi uma experiência genérica de observação. Ela participou de entregas reais que impactaram a operação da empresa em múltiplos países. Entre as atividades mais relevantes, ela utilizou o Figma para construir e refinar componentes de interface, garantindo consistência visual e funcional nos produtos internos da companhia.

Além disso, Faustina ajudou a liderar propostas de design para ferramentas internas utilizando a metodologia Object-Oriented UX (OOUX). Esse método promove uma experiência de usuário mais intuitiva ao tratar o conteúdo como objetos interconectados, o que facilita a organização de informações complexas e melhora significativamente os fluxos de trabalho. Na prática, isso significava repensar como os funcionários da CoStar interagiam com sistemas internos, tornando processos mais eficientes e menos propensos a erros.

Outro projeto marcante foi o desenvolvimento de opções para uma atualização do logotipo do Scout, o aplicativo móvel personalizado usado por funcionários que coletam dados sobre imóveis comerciais em campo. Mais do que uma mudança estética, o redesign do logo envolvia comunicar a identidade e o propósito da ferramenta de forma mais clara para seus usuários.

Porém, o trabalho mais alinhado com as tendências atuais do mercado foi o projeto envolvendo Inteligência Artificial. Faustina desenvolveu designs para funcionalidades que permitiriam aos funcionários que pesquisam edifícios comerciais utilizar IA para acelerar drasticamente seus fluxos de trabalho ao longo do dia usando o Scout. Imagine um cenário em que um profissional de campo precisa catalogar dezenas de propriedades em um único dia. Com a IA integrada ao aplicativo, tarefas como preenchimento automático de dados, sugestões de classificação e identificação de padrões poderiam reduzir horas de trabalho manual para minutos. E o papel de Faustina era garantir que toda essa automação fosse apresentada ao usuário de forma clara, acessível e confiável.

IA como aliada do processo criativo em UX

Um dos aspectos mais interessantes da experiência de Faustina na CoStar Group foi perceber como a Inteligência Artificial pode atuar como uma aliada genuína do processo criativo, e não como uma ameaça. Durante o desenvolvimento do projeto que integrava IA ao aplicativo Scout, ela observou que as ferramentas de automação liberaram tempo significativo da equipe de design para se dedicar a atividades de maior valor, como pesquisa com usuários, mapeamento de jornadas e refinamento de microinterações. Tarefas como geração de variações de layout, organização de dados de pesquisa e até sugestões de paletas de cores baseadas em acessibilidade foram parcialmente automatizadas, permitindo que o time focasse naquilo que realmente exige sensibilidade humana: entender as necessidades emocionais e funcionais das pessoas que vão usar o produto.

Esse equilíbrio entre automação e toque humano é essencial para qualquer profissional de UX que queira se manter relevante nos próximos anos. A Inteligência Artificial consegue processar volumes enormes de dados de comportamento do usuário, identificar padrões de navegação, prever pontos de atrito e até sugerir melhorias em fluxos de interação. Porém, a decisão final sobre o que faz sentido para o contexto específico de cada produto, de cada público e de cada cultura ainda depende de um profissional de design com repertório, empatia e pensamento crítico.

Faustina percebeu isso na prática quando teve que adaptar funcionalidades do aplicativo para funcionários de diferentes países, cada um com hábitos digitais, expectativas culturais e níveis de familiaridade tecnológica distintos. Nenhum algoritmo consegue capturar essas nuances sozinho sem a curadoria de alguém que entende profundamente de experiência do usuário. Como ela mesma resumiu de forma bem direta: se você abre um app e ele é super confuso, isso é UX ruim. Se tudo faz sentido, parece legal e te ajuda a fazer o que você quer rápido, isso é UX bem feito.

Receba o melhor conteúdo de inovação em seu e-mail

Todas as notícias, dicas, tendências e recursos que você procura entregues na sua caixa de entrada.

Ao assinar a newsletter, você concorda em receber comunicações da Método Viral. A gente se compromete a sempre proteger e respeitar sua privacidade.

O que essa história ensina sobre o futuro da profissão

A trajetória de Faustina Koduah na VCU e na CoStar Group oferece lições valiosas para quem está pensando em seguir carreira em UX Design, especialmente em um cenário cada vez mais influenciado pela Inteligência Artificial. A primeira delas é que a formação multidisciplinar faz diferença real. Combinar uma graduação em Sistemas de Informação com uma especialização em efeitos visuais deu a Faustina um repertório único, que lhe permitiu transitar entre conversas técnicas com engenheiros e discussões criativas com designers seniores sem se sentir deslocada em nenhuma das duas.

A segunda lição tem a ver com networking e iniciativa. Faustina construiu sua rede de contatos participando ativamente de programas como o MLT, atuando como embaixadora da Adobe e se envolvendo em atividades extracurriculares na universidade. Essas conexões não surgiram da noite para o dia, foram cultivadas ao longo de meses e anos, muito antes de ela precisar de uma indicação ou uma oportunidade específica.

A terceira lição, e talvez a mais relevante para o momento atual, é que profissionais de UX não podem se dar ao luxo de ignorar a Inteligência Artificial. Não se trata de aprender a programar modelos de machine learning do zero, mas de entender os princípios fundamentais de como esses sistemas funcionam, quais são suas limitações e como eles impactam a experiência do usuário final. Designers que dominam essa intersecção estão em uma posição privilegiada no mercado, porque conseguem projetar produtos que não são apenas bonitos, mas genuinamente úteis e confiáveis.

O estágio na CoStar Group proporcionou a Faustina uma experiência direta de como o design gera impacto real entre equipes e de como manter o foco no usuário é o diferencial que separa produtos medianos de produtos excelentes. E com suas habilidades em motion graphics somadas ao conhecimento em sistemas de informação e UX, ela está bem posicionada para uma carreira que une o melhor dos dois mundos: a criatividade do design e a potência da tecnologia 🎯.

Para quem está começando na área ou considerando um estágio em UX Design, o recado é simples. O mercado está evoluindo rápido, e profissionais que combinam habilidades clássicas de design com uma compreensão prática de Inteligência Artificial terão uma vantagem competitiva enorme. Universidades como a VCU estão abrindo esse caminho, e experiências práticas como a de Faustina mostram que essa formação integrada já está gerando resultados concretos no mundo real.

Foto de Rafael

Rafael

Operações

Transformo processos internos em máquinas de entrega — garantindo que cada cliente da Método Viral receba atendimento premium e resultados reais.

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato em até 24 horas.

Publicações relacionadas

Vigilância com IA: contrato entre Anthropic e Pentágono desmorona

Como o acordo Anthropic-Pentágono desmoronou e a OpenAI fechou parceria relâmpago com o Pentágono, gerando polêmica e debate sobre IA

UX/UI no seu título profissional está destruindo sua identidade no design e na tecnologia

Identidade profissional no design: por que o título UX/UI dilui expertise e como recuperar clareza para influenciar decisões com IA.

Receba o melhor conteúdo de inovação em seu e-mail

Todas as notícias, dicas, tendências e recursos que você procura entregues na sua caixa de entrada.

Ao assinar a newsletter, você concorda em receber comunicações da Método Viral. A gente se compromete a sempre proteger e respeitar sua privacidade.

Rafael

Online

Atendimento

Calculadora Preço de Sites

Descubra quanto custa o site ideal para o seu negócio

Páginas do Site

Quantas páginas você precisa?

Arraste para selecionar de 1 a 20 páginas

Em apenas 2 minutos, descubra automaticamente quanto custa um site sob medida para o seu negócio

Mais de 0+ empresas já calcularam seu orçamento

Fale com um consultor

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato.