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AI Agents podem transformar ServiceNow e Palantir nas próximas plataformas trilionárias

AI Agents estão no centro de uma das discussões mais quentes do mercado de tecnologia agora. E não é pra menos: a ideia de que agentes de inteligência artificial podem tornar o modelo SaaS obsoleto já está fazendo estrago real nas bolsas. Empresas que antes eram consideradas intocáveis começaram a sentir o peso dessa narrativa.

A ServiceNow viu suas ações despencarem 33% no ano, enquanto a Palantir Technologies registrou uma queda de 23% no mesmo período. Mas será que o AI Agent é mesmo o vilão dessa história? Ou será que, no fim das contas, ele pode ser exatamente o que vai catapultar essas duas gigantes para um patamar ainda maior?

A resposta não é tão simples quanto o mercado está sinalizando, e entender essa diferença pode mudar completamente a forma como você enxerga o futuro da automação e das plataformas de software. Vem com a gente nessa análise. 🚀

O que são os AI Agents e por que eles assustam o mercado?

Antes de mergulhar no impacto que tudo isso tem sobre ServiceNow e Palantir, vale recapitular o que realmente são os AI Agents. Em termos diretos, são sistemas de inteligência artificial projetados para perceber o ambiente ao redor, tomar decisões e executar ações de forma autônoma para alcançar um objetivo específico. Diferente de um chatbot simples, que apenas responde perguntas com base em um script ou modelo de linguagem, um agente de IA pode navegar por sistemas, acionar APIs, preencher formulários, processar dados e até coordenar outros agentes para completar tarefas complexas.

Essa capacidade levanta uma pergunta muito legítima: se um agente consegue fazer tudo isso de forma autônoma, por que uma empresa ainda precisaria pagar por dezenas de ferramentas SaaS separadas, cada uma resolvendo uma parte pequena do problema? É justamente esse raciocínio que está alimentando o pânico entre investidores e pressionando as ações de empresas do setor.

O que os AI Agents têm a ver com a queda do SaaS?

Pra entender o pânico do mercado, primeiro é importante entender o que está por trás desse movimento. O modelo SaaS, ou Software como Serviço, foi construído em cima de uma lógica muito simples: você paga uma assinatura mensal ou anual para usar uma plataforma que resolve um problema específico dentro da sua empresa. Funciona bem, escala bem e, por muitos anos, foi considerado o modelo perfeito para empresas de tecnologia crescerem de forma previsível e sustentável.

Grandes nomes como Salesforce, com seu software de marketing e CRM, Figma, no universo de design gráfico, e até a Microsoft, com ferramentas como o Word e o pacote Office, construíram impérios em cima desse modelo. A receita recorrente gerada por assinaturas mensais se tornou o padrão de ouro para empresas de software.

O problema é que essa lógica começa a ser questionada quando surgem tecnologias capazes de executar tarefas de forma autônoma, sem depender de uma interface fixa ou de um produto fechado para funcionar. Se um AI Agent consegue, por exemplo, adicionar dados a uma base, analisar esses dados e criar campanhas de marketing com base neles — tudo sem intervenção humana —, qual é o sentido de manter uma assinatura SaaS que exige que uma pessoa faça cada uma dessas etapas manualmente?

Essa narrativa pegou força rapidamente e assustou os investidores. O raciocínio é direto: se os AI Agents conseguem substituir workflows inteiros que hoje dependem de múltiplas plataformas, o volume de assinaturas SaaS pode cair drasticamente. E empresas como ServiceNow, que constroem toda a sua proposta de valor em cima de fluxos de trabalho gerenciados por plataforma, seriam diretamente afetadas.

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Só que essa leitura ignora alguns detalhes muito importantes sobre como essas empresas realmente funcionam e como estão se posicionando diante dessa mudança.

Quais empresas SaaS realmente estão em risco?

Nem toda empresa SaaS está no mesmo barco. As que mais sofrem com a ameaça dos AI Agents são as chamadas empresas legacy — aquelas que operam há anos com tecnologias mais antigas e cujo diferencial competitivo se baseia em funcionalidades que a inteligência artificial já consegue replicar ou até superar. Mesmo quando essas empresas tentam incorporar IA em seus produtos, acabam enfrentando um paradoxo: quanto mais eficientes seus modelos ficam com IA, menos assinaturas ou licenças os clientes precisam. Em outras palavras, precisam de menos seats, ou posições pagas, para fazer o mesmo volume de trabalho.

ServiceNow e Palantir, por outro lado, já nasceram com DNA de inteligência artificial e análise avançada de dados. Seus negócios já lidam com grande parte do trabalho que um agente de IA faria, o que muda completamente a dinâmica da ameaça. Em vez de serem substituídas, essas empresas estão se posicionando como a infraestrutura onde os agentes de IA vão operar.

ServiceNow: plataforma ou infraestrutura para agentes?

A ServiceNow é muito mais do que uma ferramenta de gerenciamento de chamados de TI. Ao longo dos anos, a empresa construiu uma plataforma robusta que conecta processos de negócios em diferentes departamentos, desde RH e finanças até operações e atendimento ao cliente. O que poucos percebem é que essa infraestrutura de dados, integrações e workflows já consolidados é exatamente o tipo de ambiente onde os AI Agents conseguem operar com mais eficiência.

Sem dados organizados, sem processos bem definidos e sem integrações confiáveis, um agente de IA não tem onde trabalhar direito. E é justamente isso que a ServiceNow oferece.

A empresa já demonstrou movimentos concretos nessa direção bem antes do mercado entrar em pânico. O Control Tower, lançado antes mesmo da onda de preocupação com IA agêntica, funciona como um centro de comando centralizado para gerenciar todo o programa de IA de uma empresa. A ideia é simples e poderosa: mesmo que AI Agents lidem com diversas aplicações de software, eles ainda precisam ser unificados para gerar eficiência e valor real. E é exatamente esse papel de orquestração que a ServiceNow desempenha.

Além disso, a plataforma Now Assist, que incorpora capacidades de IA generativa diretamente nos fluxos de trabalho existentes, é mais um passo claro para transformar a ServiceNow em uma camada de orquestração de AI Agents. Em vez de ser substituída por agentes externos, a empresa está se posicionando como o lugar onde esses agentes vivem, operam e se conectam com os sistemas corporativos.

Isso muda completamente a conversa: a ServiceNow não está competindo com os AI Agents. Ela está se tornando a casa deles dentro das empresas.

O impacto nas ações reflete mais o medo do mercado do que a realidade operacional da empresa. As métricas de crescimento de receita e a expansão da base de clientes corporativos da ServiceNow continuam sólidas. A empresa possui milhares de clientes com relacionamentos de longo prazo, o que lhe dá uma posição privilegiada para aprofundar ainda mais a dependência dessas organizações em sua plataforma. A queda de 33% nas ações está muito mais ligada a uma reavaliação geral do setor de SaaS em meio à incerteza sobre o futuro do que a um problema real na estratégia da empresa.

Quem olha para os fundamentos e entende o papel que a plataforma pode desempenhar no ecossistema de automação com IA enxerga uma história bem diferente da que o mercado está contando neste momento.

Palantir Technologies: dados como vantagem competitiva real

A Palantir Technologies sempre foi uma empresa difícil de encaixar em categorias tradicionais. Não é exatamente um SaaS no sentido clássico, mas também não é uma consultoria. O que ela faz é construir plataformas de análise de dados extremamente complexas para governos e grandes corporações, ajudando essas organizações a tomar decisões baseadas em dados em ambientes onde os dados são caóticos, fragmentados e difíceis de processar.

Essa especialidade coloca a Palantir em uma posição particularmente interessante no debate sobre AI Agents, porque agentes inteligentes precisam de dados de qualidade para funcionar bem. Sem dados limpos, organizados e contextualizados, nenhum agente de IA entrega resultados confiáveis. E é exatamente isso que a empresa sabe entregar como poucas no mundo.

A plataforma AIP, lançada pela Palantir como uma camada de automação com inteligência artificial sobre seus produtos existentes, é um exemplo concreto de como a empresa está abraçando os AI Agents em vez de resistir a eles. A AIP permite que empresas criem agentes de IA que operam diretamente sobre os dados já organizados dentro da plataforma Palantir, sem precisar construir essa infraestrutura do zero.

Isso é um diferencial enorme, especialmente para setores como defesa, saúde e logística, onde a qualidade e a confiabilidade dos dados são críticas e onde erros têm consequências reais e graves. Nesses ambientes, não basta ter um agente inteligente — é preciso ter um agente que opera sobre uma base sólida e auditável de informações. 📊

A queda de 23% nas ações da Palantir segue o mesmo padrão da ServiceNow: é muito mais uma reação emocional do mercado do que um reflexo dos fundamentos do negócio. A Palantir tem contratos de longo prazo com governos e grandes empresas, uma base de clientes extremamente fiel e uma tecnologia que levou anos para ser desenvolvida e que não é fácil de replicar. O crescimento da receita comercial, especialmente nos Estados Unidos, tem sido consistente e acelera à medida que mais empresas descobrem o valor de ter dados bem organizados como base para operar AI Agents de forma confiável e escalável.

O modelo de assinatura vai morrer?

Essa é uma pergunta que muita gente está fazendo, e a resposta curta é: não. Pelo menos não da forma que o mercado está precificando. O que está mudando é a natureza do que se paga com uma assinatura. Em vez de pagar por acesso a uma ferramenta com funcionalidades fixas, as empresas vão pagar por acesso a plataformas que servem como sistema operacional para seus agentes de IA.

Pense assim: o modelo SaaS não está morrendo — ele está evoluindo. As empresas que entenderem isso e se adaptarem a tempo vão sair dessa transição mais fortes do que entraram. E tanto a ServiceNow quanto a Palantir já estão fazendo exatamente isso, cada uma à sua maneira.

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A ServiceNow está se tornando o hub central de orquestração de agentes dentro de grandes organizações. A Palantir está se tornando a camada de dados confiável onde agentes tomam decisões em ambientes de alta complexidade. Nos dois casos, a presença de AI Agents não diminui o valor dessas plataformas — ela o amplifica.

Automação inteligente: o próximo capítulo

O que está acontecendo com ServiceNow e Palantir é, na verdade, um sinal claro de que o mercado ainda está aprendendo a diferenciar empresas que serão substituídas pelos AI Agents das empresas que serão potencializadas por eles. Há uma diferença enorme entre uma plataforma SaaS que vende funcionalidades isoladas, sem grande integração de dados ou profundidade técnica, e uma plataforma que serve como infraestrutura crítica para processos corporativos complexos. As primeiras, sim, têm muito a temer. As segundas estão sendo injustamente penalizadas por uma narrativa simplificada demais.

A automação orientada por AI Agents não vai substituir as plataformas que têm dados ricos, integrações profundas e processos bem definidos. Ela vai depender delas. Um agente de IA que precisa resolver um problema de TI dentro de uma grande empresa precisa de acesso a sistemas de ticketing, histórico de incidentes, políticas de segurança e dados de usuário. Tudo isso já está dentro de plataformas como a ServiceNow. Um agente que precisa apoiar decisões militares ou logísticas precisa de dados confiáveis, processados e auditáveis. Tudo isso é o que a Palantir entrega há anos.

O futuro da automação com inteligência artificial não é um mundo sem SaaS. É um mundo onde as melhores plataformas SaaS se transformam em sistemas operacionais para agentes de IA. As empresas que já construíram essa infraestrutura de dados e integração ao longo de anos estão, na verdade, muito à frente nessa corrida.

O que isso significa para o cenário de tecnologia?

O debate sobre AI Agents versus SaaS é, no fundo, uma discussão sobre quem controla a camada de infraestrutura do futuro corporativo. As empresas que conseguirem se posicionar como a base onde agentes de IA operam — e não como as ferramentas que eles substituem — têm potencial real de se tornarem plataformas trilionárias.

ServiceNow, com seu ecossistema de workflows e orquestração, e Palantir, com sua expertise inigualável em dados complexos, estão entre as mais bem posicionadas para esse salto. A correção nas ações pode ser temporária, reflexo de um mercado que ainda está digerindo a velocidade da transformação. Mas os fundamentos apontam para uma direção clara: essas não são empresas ameaçadas pela IA agêntica. São empresas que podem se tornar indispensáveis por causa dela.

Entender isso é o que separa uma leitura superficial do mercado de uma visão realmente estratégica sobre onde o setor de tecnologia está indo. 💡

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